Há algo mais irracional do ser humano do que torcer por um time de futebol? Deve haver, mas meu deus quanta carência do ser, torcer por homens que você nunca viu na vida, por um símbolo que não lhe diz muita coisa ou que de fato, não lhe diz nada. Eu tenho consciência disso. Mas de nenhuma forma isso me impede de ser apaixonado por meu time. Em mim, canta uma estrela, das mais alvinegras, do brilho mais solitário e solidário. Definitivamente não há nada de racional no que diz respeito a futebol. Perdão pela mesmice, mas futebol é só paixão. Eu não me recordo por que escolhi o Botafogo, mas hoje sei que não poderia ser outra coisa. Quando criança meu pai e irmão flamenguistas confundiam minha cabeça, mas até que enfim, me consolidei como alvinegro. Escolhi o branco em detrimento do vermelho - por que ter apenas uma cor, mesmo que a cor da paixão, se posso ter todas? Escolhi ser seleto no meio da massa. Escolhi ser diferente, no meio da multidão. Nunca foi mesmo meu, ser apenas mais um. E desde cedo parece que já sabia disso. Não preciso ter a maior torcida do mundo. Eu preciso me sentir único vestindo as minhas cores. Até por que, para que 40 ou 100 milhões de torcedores se no Maracanã de hoje, só cabem 90 mil? Eu sou diferente, eu tenho brilho próprio. E para mim, só existe um hino, um verdadeiro manto sagrado. E ele é preto e branco. Escrevo essas “mal traçadas linhas” rapidamente, em um espaço de 20 minutos, prestes a me dirigir ao Maracanã, para provavelmente ser engolido numericamente mais uma vez pelo rival. Pouco me importa, eu sou Botafogo. E quem é, sabe o prazer que é ser Botafogo.
domingo, 19 de abril de 2009
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Eu ainda prefiro meu mengão.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirto com o Gabe
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